
Os limites que nossa consciência nos concede são verdadeiros presentes para a nossa vida porque uma vida regrada, com limites e responsável é próprio de uma consciência sadia.
Em outras palavras, uma vida desregrada e sem limites leva à loucura pois os limites são uma exigência mesmo da reta razão, fruto da nossa inteligência humana.
A nossa inteligência, pautada na reta razão, nos leva a comandar, a dominar nossa vontade, buscando fazer o bem e evitar o mal.
Por isso, o relativismo constitui um gravíssimo perigo, tanto para nossa consciência quanto para nosso caráter, porque quando não se distingue o certo do errado, nem o bem do mal, vai se anulando ou anestesiando pouco a pouco essa intuição, essa "voz" interior da nossa consciência e nos leva à uma vida sem limites que, por sua vez, nos leva à loucura patológica mesmo.
Então, assim como as renúncias fazem parte da natureza do amor, assim também os limites fazem parte da natureza da razão ou da inteligência e quanto mais se nega ou se desvirtua a natureza própria das coisas mas essa mesma natureza vai perdendo sua "funcionalidade" ou sua razão própria de ser ou existir.
Quanto mais deturpamos nossa consciência com uma vida sem limites, mais perdemos a capacidade de raciocinar segundo essa mesma consciência, de modo reto e saudável, e mais caminhamos para fora da realidade.
O conhecimento da realidade das coisas depende do respeito e obediência da natureza das mesmas. Do contrário, nunca se chegará ao conhecimento de tal realidade pois obstruído pela consciência deturpada.
E o que é uma vida sem limites senão uma vida marcada profundamente pela presença de vícios e devassidão?
Uma das patologias proveniente dessa situação é justamente a psicopatia, na qual a pessoa ignora mesmo os próprios erros e se torna incapaz de verdadeiro arrependimento.Cria uma verdadeira " personagem" acerca da própria vida e com ela interpreta inúmeras "cenas" para o seu bel- prazer e sua própria satisfação.
Então, para isso, não mede esforços para prejudicar alguém, pois nessa "encenação", o psicopata é a "personagem principal", fazendo com que se favoreça sempre, em detrimento de outras pessoas.
Realmente, quem não conhece seus limites ou não os respeita, vive fora da realidade e caminha, passo a passo, para a patologia mental clínica.
A consciência é um verdadeiro presente e respeitá-la e obedecê-la nos torna cada vez mais livres, caridosos e felizes.
Ela sempre irá nos conduzir para a verdade, o bem e o belo.À Deus.
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