domingo, 6 de julho de 2014

A exclusão de Deus

Há muito, muito tempo, em terras longínquas, existia um povo onde as pessoas andavam com os pés e as mãos nos chãos, à exemplo dos animais quadrúpedes.
Desde a mais tenra idade, quando os bebes começam a engatinhar, os adultos os incentivam a permanecer assim, de modo que, continuassem a andar de quatro mesmo tendo condições para andar de pé.
Nas escolas ensinavam às crianças que os homens são puros animais, que não existe Deus, que eles devem liberar, cada vez mais e com maior potencialidade, os mais perversos e animalescos instintos do homem.
Era um povo triste, sem esperança, sem perspectivas, sem Fé.
Muitos desses habitantes, por incrível que pareça, acabavam por se acostumar com a própria tristeza, em uma mescla de masoquismo e desespero, e preferiam continuar mergulhados na tristeza do que abandonar seus vícios. Preferiam comer migalhas de desumanização à se banquetear dos mais deliciosos e saborosos manjares de virtudes humanas e sobrenaturais.
Enfim, todos foram enganados, ou se deixaram enganar. Alguns charlatões prometeram um " paraíso na terra" sem Deus. Disseram que a suprema felicidade seria se regalar nos vícios e nos prazeres.
Pior, falaram que o amor é sinônimo de prazer e egoísmo.
E muitas outras coisas falavam para enganar os habitantes dessa cidade. Na verdade, tudo foi minuciosamente pensado, planejado e executado para que chegasse nessa situação em que se encontravam os habitantes desse lugar.
Essa situação perdurava durante muito tempo, até que um dia, um jovem rapaz agraciado por ter nascido com uma natureza mais perfeita, se questionou: - Por que andar de quatro, se tenho capacidade e inteligência para caminhar de pé? Por que não erguer a cabeça até o mais alto que puder e, com um olhar e sentimento cheios de esperança, esperar uma resposta vinda dos Céus?
Depois disso, levantou-se, ficou de pé e nunca mais caminhou como um animal.
Quando um Estado tenta de algum modo, favorecer em uma sociedade, os vícios, os pecados e os crimes e, ao mesmo tempo, tenta excluir Deus da mesma sociedade, esse Estado contribui para que os seres humanos, sua atitudes, pensamentos, sejam cada vez mais desumanizados, sendo reduzidos à ter comportamentos próprios de animais irracionais.
Quando se tenta tirar Deus da sociedade, a consequência é uma total degradação moral e espiritual.
Não pode haver concórdia e união entre os homens, se Deus é excluído e onde não há espaço para Deus também não haverá espaço para o homem.
A exclusão de Deus deixa o homem menos humano, aumentando a indiferença ante o sofrimento alheio, fazendo com que as relações humanas sejam somente por interesse e benefícios próprios.
Os homens então, longe de se libertarem, permanecem encerrados numa espécie de prisão particular, motivada pela falta de esperança, pelo egoísmo e pelo materialismo.


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