
Há quem diga que não exista nenhum tipo de ligação entre o protestantismo criado por Martinho Lutero e depois por Calvino e comunismo fundado por Karl Marx.
No entanto, ao examinarmos minuciosamente, veremos que existe mais semelhança que dessemelhança.
Primeiro, tanto o protestantismo quanto o marxismo visavam destruir as bases e as estruturas de ordem. O primeiro de ordem religiosa e o segundo de ordem política e social. É a chamada "política ou cultura de destruição" que visa destruir todos os dogmas, conceitos e verdades existentes.
Segunda coisa, ambos tem caráter revolucionário e não de reforma, como muitos dizem.
O protestantismo nasceu de um ato revolucionário e não reformatório, porque simplesmente negava as verdades mais fundamentais da fé católica. O marxismo, ao combater o capitalismo, ele não oferece soluções imediatas, eficazes ou duradouras, ele somente incita à violência e à desordem sem jamais dar uma resposta eficiente e justa aos problemas relatados.
Quando analisamos que Karl Marx recebeu educação protestante de seu pai, fica mais evidente ainda, ter usado, digamos assim, a mesma "tática" usada por Lutero, na sua revolução, que foi acusar desordenadamente tudo àquilo que servia de base para a sociedade, sem no entanto, oferecer nenhuma solução para os problemas apresentados. Não ofereceu nem oferecerá porque os revolucionários precisam sempre de algo concreto, de algum problema para ter qualquer pretexto para protestar e assim, chegar de alguma forma, ao poder. Evidente que nunca houve, nem nunca haverá, nenhuma sociedade totalmente justa mas é possível, através do esforço pessoal de cada um e com a ajuda de Deus, chegar quase perto de uma sociedade justa. No entanto, o marxismo precisa do mal para justificar seus atos revolucionários, fazendo com que esse mal se prolifere de maneira cada vez maior, mais sanguinária e violenta. Nesse sentido, o que existe em comum entre o protestantismo e o marxismo é o "discurso de destruição" onde se visa destruir as bases da religião e da economia, sem no entanto, apresentar nenhuma solução.
Outra característica em comum é a falta de capacidade que ambos tem em não aderir à uma discussão, dispondo as mesmas regras de argumentação. Tanto os protestantes quanto os marxistas fogem da discussão, ou melhor, não discutem, só acusam.
E pior, acusam sem nenhuma apresentação de argumentos realmente válida, somente pela força da retórica, pelo malabarismo de palavras, tornando impossível uma linha contínua de raciocínio.
Tanto um quanto o outro, se baseiam somente em joguetes de palavras, em retórica e demagogia, afastados porém da realidade das coisas e da verdade.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário