
A crise do modernismo se dá, principalmente, pelo modernismo cultuar a loucura.
Sim, ao romper com todos os alicerces do pensamento, da linguagem, da filosofia, das artes, da religião, presentes na história humana, o modernismo declara guerra à razão e, por rancor, cultua a loucura.
Sem apresentar uma resposta eficiente e sequer, uma resposta verdadeira, o modernismo buscou espaços através da contradição, isto é, contradizer tudo àquilo que já estava estruturado dentro da sociedade.
Pior, o modernismo tentou recriar, num "piscar de olhos", tudo àquilo que a inteligência humana, a filosofia, as artes, a religião católica, a experiência humanitária, as boas obras dos santos, alcançaram ao longo dos séculos e, negando todo o patrimônio cultural e espiritual milenar, quiseram reinventar um novo modo de viver. Melhor, quiseram inventar uma nova realidade.
Acontece porém que inventar uma nova realidade, negando à realidade existente de fato é próprio dos loucos.
Por cultuar a loucura foi que o modernismo entrou em crise." Não existe raiz em si mesmo. É de momento"
Isso mesmo. O modernismo não pode dar respostas aos questionamentos profundos do coração do homem simplesmente porque não as possui.
O modernismo é, na realidade, uma grande mentira, uma verdadeira anedota, que nos contaram mas esqueceram de falar no final do conto: " ..... mas é mentira."
Ao tentar destruir os alicerces que sustentam o pensamento humano, o próprio modernismo foi o primeiro a ruir pois os mesmos alicerces que tentam destruir são os alicerces que sustentam a humanidade, baseados em valores morais e espirituais eternos e ratificados ao longo dos séculos.
Por isso, " a própria maldade o condena", pois até quem pratica o mal só permanece de pé por causa do bem.
Querer acabar com o bem é lutar pela própria auto-destruição.
O modernismo falhou ao negar a realidade existente, cultuando a loucura.
Lutando contra a base que o sustenta, ele mesmo será o primeiro a ruir.

