quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fé e razão



Fé e Razão

A fé nunca foi e nunca será, contrária à razão e vice-versa pois a fé se apóia justamente na razão. Se apóia na razão mas a sobrepõe pois ela alcança o que a razão não consegue atingir, por causa da graça sobrenatural que é superior à graça natural.
Porém a graça natural, concedida por Deus a todas as criaturas é, de certo modo, uma imagem da graça sobrenatural, ou seja, existe uma certa semelhança e analogia entre a graça natural e a graça sobrenatural, assim como a fé e a razão.
É preciso salientar também que existe ainda uma fé natural, que provém da razão natural e da necessidade humana que temos em confiar em outras pessoas, no que elas dizem e fazem.
Sim, nem tudo que escutamos ou que tomamos conhecimento conseguimos comprovar por nós mesmos, por isso, a fé natural ou a confiança que depositamos em outras pessoas também pode ser considerada uma imagem ou analogia da verdadeira fé sobrenatural, que recebemos por graça mas que devemos cultivar e favorecê-la.
Ora, se a fé se apóia na razão mas sobrepõe a mesma, isso significa que, se a nossa razão não tiver de alguma forma unida à realidade, então teremos uma razão falsa ou ilusão e, consequentemente, uma falsa fé ou superstição. É justamente nisso que consiste a atual crise de fé e, principalmente, crise da razão.
Sim, a nossa crise da razão, a dificuldade de perceber a evidência da realidade, através dos sentidos, se manifesta de muitas formas e dá brechas à inúmeras ideologias onde, devido à nebulosidade mental se tornam incapazes de perceber o óbvio, como é o caso da ideologia de gênero.
Então, uma falsa razão gera uma falsa fé, que acaba por terminar em intolerância, discórdia e terror, como é o caso de grupos extremistas do islã.
Devido à falsa fé que possuem, alimentada pela cultura de terror, caem num abismo sem fim, ao quererem ocupar o lugar de Deus e decidirem quem é digno de viver ou morrer.
Essa mesma cultura do terror, fundada sob ideologias, que são a perversão moral da consciência, e da reta razão, se descambam em morte, totalitarismo e opressão, como é o caso da ONU, que quer tornar o aborto, não só livre mas mais ainda, um direito.
Então, por esses e tantos outros exemplos, nós vemos que estamos diante de uma grande crise da razão, por esta simplesmente se fechar à noção de realidade e querer transpor e impor uma outra "realidade" inexistente mas que obedeça aos seus interesses.
Ora, toda fuga à realidade é uma loucura, uma doença, uma patologia.
Pois bem, a grande patologia que vivemos é o culto à loucura ou a profunda aversão à realidade, realidade esta que independe da vontade humana.
  Uma razão doentia só pode gerar uma fé igualmente doentia, seja ela por determinados grupos religiosos ou políticos, principalmente políticos, pois o que está em voga atualmente é a chamada religião política, onde o Estado passa a ser o "deus" da sociedade, onde esta deverá, necessariamente, obedecer e prestar culto de adoração, semelhante às antigas civilizações.
O que esses grupos querem é um governo teocrático mas sem percepção, algo como se fosse um processo natural de evolucionismo.
A patologia da razão é a própria loucura e da falsa fé é a superstição e o fanatismo.
Entendem uma coisa, na verdade toda falsa fé é uma ideologia, visto que a verdadeira fé é uma revelação pública, tudo àquilo que não consiste numa fé verdadeira, é por sim só, uma ideologia.
Mas uma ideologia é sempre perigosa e tendenciosa ao mal, uma patologia.
Atualmente, todas as ideologias estão convergidas para a destruição da família, local onde recebemos amor, amparo e preparação para uma razão equilibrada e uma fé saudável.
É na família onde estão as nascentes da fé e da razão.
E é justamente a família o principal alvo das ideologias mais perversas.

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