quarta-feira, 21 de julho de 2021

A Fé nas Urnas Eletrônicas

     Atualmente, apesar de afirmarem categoricamente, quase como um mantra, que o Estado é Laico, inclusive até por decisão no Plenário do STF, em que o mesmo decidiu que proibir cultos e Missas públicas era ato legal e constitucional, exigem do cidadão comum, como eu e você, uma fé digna de Abraão.

Quando, questionamos a falta de transparência na contagem dos votos, na apuração e nos dados eletrônicos emitidos pela urna eletrônica, a resposta que nos dão é a seguinte: "Pode confiar. É seguro. Tenha fé."

    Quando questionamos a obrigatoriedade de uma vacina que recebeu autorização para ser aplicada EM CARÁTER EXPERIMENTAL, assim como os possíveis efeitos colaterais que possa a vir a nos acometer, a resposta que nos dão é a seguinte: "Deixa de ser um negacionista. Você precisa acreditar na ciência. Você precisa ter Fé."

    Repara que, quando buscamos uma resposta racional, através de questionamentos plausíveis e justos, as respostas que nos dão são sempre, respostas dogmáticas. Sim, respostas dogmáticas mas sem nenhum apoio racional para tal. E essa é a principal diferença entre a crença da ciência e a fé verdadeira: a fé verdadeira sempre irá exigir a reta razão, enquanto que as crenças científicas irão exigir uma "fé" exclusivamente na palavra de Ministros ou agentes do Estado, que não possuem credibilidade alguma para exigir tal assentimento da nossa vontade.

    Por que tanto alvoroço, ao se exigir transparência nas urnas eletrônicas? A todo o momento, somos tratados como crianças e não como adultos responsáveis e inteligentes, ainda que uma inteligência mediana. Sim, mais do que a "fé" em suas palavras, um certo Ministro e tantos outros que pertencem ao establishment, é a negação da nossa própria inteligência ou do nosso direito inalienável de pensar.


    A fé verdadeira não exige uma negação da nossa inteligência mas é totalmente conforme à ela, inclusive, a exige sobremaneira.


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