A legitimidade do Supremo Tribunal Federal, em relação à atuação dos seus Ministros, não existe per si, mas sempre sob condição.
Aliás, nenhum Tribunal, em uma democracia, possui legitimidade incondicional e irrestrita, em relação aos atos humanos dos seus membros.
Em relação ao STF, qualquer entendimento cria jurisprudência, que pode variar seguinte as circunstâncias, em um curto espaço de tempo, como se toda decisão tivesse legitimidade per si.
A legitimidade está no cumprimento da Carta Magna. A estabilidade e eficácia de uma norma depende da interpretação in lettera. Do contrário, aquilo que é auto evidente será passível de interpretação. Acaba com isso, se tornando um Direito Fluido, cabendo quantas e intermináveis interpretações couberem na imaginação do sujeito.
Em uma democracia, não existe poder "supremo" mas sim, equilíbrio de forças entre si, de modo que nenhum se sobreponha ao outro. É claro que, ainda assim, esse sistema será sempre frágil, uma vez que não são os melhores homens que legislam, executam e julgam as leis mas sim homens comuns tirados da sociedade. Caso esses mesmos homens foram corruptos, todo o sistema estará prejudicado, ocasionando a própria ruína da democracia.
Para haver verdadeira democracia é necessário haver pessoas que possuem virtude cívica, ou seja, pessoas que coloquem o bem comum acima dos seus próprios interesses.
O que vemos, no entanto, na realidade presente, é algo bem distinto da virtude cívica. O que vemos é um ativismo judicial descontrolado e a busca incessante de seguir uma agenda progressista, por parte desses mesmos ministros, que tem como finalidade acabar com a virtude cívica e com a família, pilares que sustentam uma democracia.
Por isso, se faz necessário levantarmos esse questionamento:
"Todos os atos arbitrários dos ministros do STF são legítimos, independente de serem contraditórios ou terem interpretações que vão contra a própria Constituição?"
Veja bem, se a simples indagação dos atos desses ministros já é considerada um "ataque" à democracia, então os próprios ministros julgam a si mesmos, não somente como "guardiões" da democracia mas sendo a própria democracia. Tal consideração é, por excelência, contrária à própria democracia.

