Um dos grandes males do século não está na exaltação do mal.
Na exaltação do mal, ao menos, tem-se consciência que isto é um mal.
Um dos grandes males desse século é tratar o mal como se fosse um bem.
Realmente muitas pessoas malvadas e cruéis, tem por si mesmas, uma estranha e louca admiração, por se considerarem pessoas boas.
Essas pessoas não exaltam a maldade que existem nelas, pelo menos conscientemente e publicamente.Não. Essas pessoas se consideram extremamente boas para cometer qualquer tipo de maldade.E as maldades e crueldades que elas praticam, não são vistas por elas, nem como maldades, nem como crueldades.
É como no filme da Malévola, da história da Bela Adormecida. Ela não é mais a bruxa malvada e cruel.Ela, na verdade, é boa.Quem são os malvados são as pessoas que a incomodaram. É igual aquela velha história de chamar de maluco e insano todo sanguinário, perverso, matador e estuprador. Ou seja, procura-se de alguma forma absolver e inocentar os malvados, como se não fossem responsáveis por seus atos.
Ou então falar assim: " Ele é um injustiçado. O pai bebia muito, batia na mãe.Ele, o estuprador, assassino, matador, é na verdade, uma vítima e etc.."
Tal pensamento e tal atitude consiste no grande mal desse século.
Não é mais a exaltação do mal. Muitos até admitem que o que tal bandido, tal matador fez, foi errado. Na verdade, até isso é uma forma de atenuar o crime praticado,colocar termos desconexos com o fato em si.
Falar que foi errado é dizer que não acertou.Ora, isso atenua a gravidade do crime praticado.
Depois disso, vem um monte de "ólogos", querendo uma explicação ou justificativa do ato cometido.
Na verdade o que se quer é transformar um crime num direito, transformar um vício em uma virtude, transformar algo imoral e mal em algo justo e até bonito.
É como o imperador de Roma, Nero, que ao morrer, se entristece pela grande perda que sofrerá a humanidade com a sua morte.
Esse "espírito de Nero" está muito presente nos dias atuais e, sem sombra de dúvida, é o grande e terrível mal do século.
É preciso então combater esse pensamento, essa cultura de "Nero" que não mais cultua e idolatra o mal.
Mas que considera na verdade o mal, como um bem justificável.
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