Um dos grandes males do século não está na exaltação do mal.
Na exaltação do mal, ao menos, tem-se consciência que isto é um mal.
Um dos grandes males desse século é tratar o mal como se fosse um bem.
Realmente muitas pessoas malvadas e cruéis, tem por si mesmas, uma estranha e louca admiração, por se considerarem pessoas boas.
Essas pessoas não exaltam a maldade que existem nelas, pelo menos conscientemente e publicamente.Não. Essas pessoas se consideram extremamente boas para cometer qualquer tipo de maldade.E as maldades e crueldades que elas praticam, não são vistas por elas, nem como maldades, nem como crueldades.
É como no filme da Malévola, da história da Bela Adormecida. Ela não é mais a bruxa malvada e cruel.Ela, na verdade, é boa.Quem são os malvados são as pessoas que a incomodaram. É igual aquela velha história de chamar de maluco e insano todo sanguinário, perverso, matador e estuprador. Ou seja, procura-se de alguma forma absolver e inocentar os malvados, como se não fossem responsáveis por seus atos.
Ou então falar assim: " Ele é um injustiçado. O pai bebia muito, batia na mãe.Ele, o estuprador, assassino, matador, é na verdade, uma vítima e etc.."
Tal pensamento e tal atitude consiste no grande mal desse século.
Não é mais a exaltação do mal. Muitos até admitem que o que tal bandido, tal matador fez, foi errado. Na verdade, até isso é uma forma de atenuar o crime praticado,colocar termos desconexos com o fato em si.
Falar que foi errado é dizer que não acertou.Ora, isso atenua a gravidade do crime praticado.
Depois disso, vem um monte de "ólogos", querendo uma explicação ou justificativa do ato cometido.
Na verdade o que se quer é transformar um crime num direito, transformar um vício em uma virtude, transformar algo imoral e mal em algo justo e até bonito.
É como o imperador de Roma, Nero, que ao morrer, se entristece pela grande perda que sofrerá a humanidade com a sua morte.
Esse "espírito de Nero" está muito presente nos dias atuais e, sem sombra de dúvida, é o grande e terrível mal do século.
É preciso então combater esse pensamento, essa cultura de "Nero" que não mais cultua e idolatra o mal.
Mas que considera na verdade o mal, como um bem justificável.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
A Lei Moral

O princípio da Lei Moral e a perfeita e nítida constatação está na seguinte frase:
" Todos os homens querem ser felizes mas nem todos os homens podem ser felizes."
A verdade dessa frase constata a existência de uma Lei Moral espiritual que alcançam todos os homens, de todos as épocas e de todos os séculos.
Realmente nem todos os homens conseguem, embora buscam, ser felizes.
Qual a explicação para isso?
A explicação é a seguinte: A Felicidade não está nas sensações sentimentais ocasionais. A felicidade é um bem espiritual, portanto ligado diretamente com a vida moral e espiritual do indivíduo.
Para alcançar a felicidade nessa vida, primeiro é preciso dar o verdadeiro valor à ela, nem a mais, nem a menos.
Existe uma contradição muito grande e muito comum nos dias de hoje.
Ao mesmo tempo em que as pessoas querem prolongar o maior tempo possível de vida, elas também tem comportamentos que parecem odiar a própria vida e a vida de outros, vivendo uma vida de vícios e sem sentido.
Ou seja, ao mesmo tempo em que dizem amar absurdamente a vida, na verdade, tomam atitudes cada vez mais contrárias à vida.
Essas pessoas não podem ser felizes.
Ora, se todos os homens sadios buscam a felicidade, buscam uma vida feliz, então por que não conseguem?
É preciso deixar claro que felicidade não significa momentos felizes e muito menos prazer. Existem inúmeras pessoas que pensam que felicidade é sinônimo de prazer. Na verdade existe prazeres lícitos e ilícitos.
Por exemplo, quando nós encontramos uma pessoa que não vemos há bastante tempo, sentimos prazer em encontrá-la, falar com ela e tudo o mais. Isso é um prazer lícito, bom, saudável.Mas isso ainda não é felicidade.
A felicidade não depende das circunstâncias, nem das ocasiões especiais.
A felicidade depende da nossa obediência à lei moral. Depende do reconhecimento do nosso nada e ao mesmo tempo da admiração com que fomos feitos.De um olhar para Deus, para si próprio e para os homens. Depende de viver uma vida conforme à verdade.
Nem todos os homens podem ser felizes.
Nem o fato de negaram a existência de uma verdade absoluta e de leis morais eternas os privam desse temível castigo.
O castigo de levar uma vida triste e sem sentido.
Assinar:
Comentários (Atom)